
Os lugares de culto para os primeiros cristãos foram quase que exclusivamente: casas particulares e as catacumbas.
As casas particulares: Os discípulos de Nosso Senhor, que começaram a estabelecer comunidades, quer em Jerusalém, quer nas outras cidades da Ásia Menor, procuravam a princípio o templo e as sinagogas, a fim de praticarem os novos ritos ensinados por Jesus aos Apóstolos. Porém, passado pouco tempo, repeliram-nos os seus conterrâneos que não comungavam na mesma fé, não simpatizavam com as doutrinas do mestre. Então tiveram de se acolher a casas particulares, para celebrar a liturgia. Aliás, era este mesmo exemplo que deixara a Igreja nascente.

Quando o cristianismo, já crescido e forte, se espalha no Ocidente, a casa romana passou a ser o recinto próprio para as assembléias. A entrada dava para a via pública. Logo, apresentava o atrium ou pátio cercado de pórticos. Depois, uma sala de banhos, cômodos para morada e numerosos recintos. Assim, nada faltava para a prática dos exercícios do culto. Por isso veio a ser a "domus ecclesiae", a casa de Igreja, isto é, o lugar onde se ajuntavam os fiéis, que formavam a Igreja desses sítios, a fim de celebrarem os santos mistérios.
Mas, no tempo em que se iniciaram as perseguições violentas, a casa particular deixou e ser asilo seguro para os cristãos. Para evitar perseguições dos seus inimigos, tiveram de procurar recônditos menos conhecidos ou que a legislação vigente aceitasse e protegesse, onde se pudesse exercer o culto. Estes novos lugares do culto foram os cemitérios que depois passaram a se chamar Catacumbas.

As Catacumbas: Catacumbas são cemitérios subterrâneos que os primeiros cristãos aproveitaram para enterrar os mortos, para se refugiarem em épocas de perseguição a para praticarem as cerimônias de culto.
Os cemitérios da Roma subterrânea eram designados, quase sempre, pelo nome da pessoa abastada que tinha ofertado aos fiéis o terreno: cemitério de Priscília, de Domitília, de Pretextato. Consistiam num sistema de galerias muitos estreitas (de 0,80m à 1,5m) e sobrepostas, formando assim, por vezes, cinco andares, com escadas de comunicação. Nas paredes destas galerias, faziam-se escavações horizontais. Cada parede podia receber de três até doze túmulos, conforme a altura. As cavidades em que se depositavam os corpos, tinham o nome de "loculi".

Nos cubícula é que os cristãos, obrigados a fugir da perseguição, se reuniam para orar. E era na mesa de um arco-sólio, encerrando os despojos de um e vários mártires, que se celebravam o santo Sacrifício.
Na próxima postagem iremos tratar do assunto: a arte nas catacumbas.
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