
- Nos exercícios espirituais, que se fazem pelo menos na aplicação, se encurtam ou descuram;
- Na prática das virtudes: entra-se com toda a alma no caminho da penitência e da mortificação, mas acha-se depois que é custoso, enfadonho, e afrouxam-se os esforços;
- Na santificação atual das ações: tinha-se acostumado a renovar amiúde o oferecimento das obras, para não ter segurança de as fazer com a pureza de intenção, mas cansa-se desse exercício, descura-o, e o resultado é que dentro em breve a rotina, a curiosidade, a vaidade, a sensualidade inspiram muitas das suas ações. Com tais disposições é impossível avançar, porque sem esforço continuado não é possível conseguir nada.

É necessário convencermo-nos de que a obra da perfeição é obra de grande fôlego, que exige muita constância, e que somente são bem-sucedidos aqueles que voltam incessantemente ao trabalho com novo ardor, a despeito dos reveses parciais que experimentam. É isso o que fazem os homens de negócio, quando querem triunfar; é o que deve fazer toda a alma que quiser progredir. Todas as manhãs se deve perguntar a si mesma, se não pode fazer um pouco mais ou um pouco melhor por Deus; e todas as noites se deve examinar com cuidado, menos em parte o programa da manhã.
Para assegurar a constância, não há nada mais eficaz do que o exame particular fielmente praticado; quem concentrar a atenção sobre um determinado ponto, uma virtude e der conta ao próprio confessor o progressos realizados, pode ter certeza de ir avançando, ainda quando não tenha consciência disso.
Observe o caro leitor que a educação da vontade é algo também excelente para ajudar a triunfar da inconstância. Na próxima postagem falaremos sobre o fervor indiscreto dos principiantes.
(Fonte: Compêndio de Teologia Ascética e Mística - Apostolado da Imprensa - 1961)
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