segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Liturgia: O altar (Alfaias da Igreja - parte I)


Constituem as alfaias da Igreja: o altar com os respectivos acessórios, o púlpito, os confessionários, o órgão e os sinos.


O Altar de modo geral, é um monumento de pedra ou de madeira, em que se celebra o santo sacrifício da Missa.

Distingue-se: - a) o altar imóvel ou fixo, e - b) o altar móvel ou portátil. Aquele consta de um tabuleiro inteiriço, que assente em suportes que formam com ele uma só peça. Este conjunto deve ser consagrado pelo bispo. O portátil é uma simples pedra que se encaixa no tabuleiro do altar. A pedra sagrada, em que estão esculpidas cinco cruzes, em memória das cincos chagas de Nosso Senhor, deve ter dimensões suficientes para receber a hóstia e a maior parte da base do cálice. É absolutamente necessária para a celebração da missa. Esta é lícita mesmo fora do lugar santo, como muitas das vezes missionários, capelães de exércitos nos campos as utilizam para as celebrações; Porém nunca sem a pedra da ara. Altares móveis, desde que encerrem uma pedra dessas, serão feitos de qualquer matéria: madeira, tijolos, mármores, metais, etc.

Na lei antiga, o primeiro altar que a sagrada escritura menciona, é o feito pelo patriarca Noé, que após o dilúvio ofereceu a Deus um sacrifício, ao sair da Arca (Gen 8,20). Quando foi da libertação dos no cativeiro do Egito, Moisés ergueu dois altares; . O altar dos holocaustos, no qual eram imoladas as vítimas oferecidas a Deus, e . o altar dos perfumes, no qual o sacerdote apresentava todos os dias, pela manhã e pela tarde, perfumes de composição especial. Estes dois altares, como aliás o próprio tabernáculo, eram portáteis. Nos primórdios do Cristianismo, os altares não passavam de mesas vulgares de madeira, como a do cenáculo, no qual Nosso Senhor havia instituído a eucaristia. Nas catacumbas, celebrava-se a missa no túmulo dos mártires. A Igreja queria associar, desta forma, o sacrifício de Jesus aos das vítimas que tinham sido imoladas porque confessava a fé católica. Passadas as perseguições a Igreja conserva esta piedosa tradição de celebrar a missa piedosamente sobre as relíquias dos mártires. É para preservar a memória dos primitivos altares que atualmente estes são feitos em forma de túmulos ou de simples mesa, ou em ambas as formas.

O altar tem que ser consagrado pelo bispo. Nenhum altar poderia ser consagrado, se não encerrasse relíquias depositadas numa pequena cavidade chamada túmulo ou sepulcro. Para que as relíquias recebam culto público nas Igrejas, é preciso terem sido reconhecidas como autênticas pelos poderes competentes. O vigário geral poderia fazê-lo, se tivesse para tanto uma declaração particular.

Como a Igreja, o altar pode perder a consagração, quando o tabuleiro sofrer estrago notável ou quando a pedra tumular for quebrada ficando sem as suas relíquias. A profanação das Igrejas envolve a dos altares fixos; não, porém, a das pedras consagradas. Na próxima semana falaremos sobre os acessórios do altar.

2 comentários:

Anônimo disse...

SOU JOVEM. CONFESSO K AINDA NÃO É FACIL LIDAR COM O RITO TRIDENTINO, MAS AOS POUCOS VOU PERCEBENDO A SUA GRANDE RIQUEZA E O GRANDE CONHECIMENTO EM CRISTO...

OLGA

Ir. Pedro da Encarnação de Cristo disse...

Fico feliz por vc Olga por demonstrar interesse no conhecimento da Santa Fé Católica. Realmente nada é fácil no mundo de hoje. Tudo vai contra a fé, a moral, e as verdades da fé cristã. Vivemos o martírio da alma. Devemos, como dizia o Santo Apóstolo Paulo, resistir firmes na Fé.
Abraços e peço suas orações.