quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Catecismo Online:"O qual foi concebido do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem."

Das explicações dadas no artigo anterior, podem os fiéis deduzir como é grande e singular o benefício que Deus fez ao gênero humano, por nos livrar da escravidão do mais cruel dos tiranos, por nos restituir a liberdade. Mas, atentando no plano e nos meios que Deus quis empregar para nossa libertação, nada podemos conceber de mais grandioso, nem de mais brilhante, do que a bondade e munificência de Deus para conosco.


O que prova, claramente, ser este o sentido destas palavras, é a profissão de fé do Sagrado Concílio de Constantinopla: "O qual desceu dos Céus, por amor de nós homens, e por causa de nossa salvação, encarnou de Maria Virgem por obra do Espírito Santo, e fez-se homem.


Assim também explicou São João Evangelista que, ao peito do próprio Senhor e Salvador, havia haurido o conhecimento deste profundo mistério. Depois de ter explicado a natureza do Verbo Divino com as palavras: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus"; Conclui por fim: "E o verbo se fez carne e habitou entre nós"(Jo 1,1 e 14).





O verbo, que é pessoa de natureza divina, assumiu de tal forma a natureza humana que a pessoa e hipóstase das naturezas humana e a divina é uma e a mesma.

Daí resultou que, nessa admirável união, se conservaram as operações e propriedades de uma e outra natureza. Na frase do célebre pontífice São Leão Magno, "nem a glória da natureza superior destruiu a inferior, nem a elevação da natureza inferior diminuiu a dignidade da superior".

Quando dizemos que o filho de Deus foi concebido por obra do Espírito Santo, não afirmamos que esta pessoa da Santíssima Trindade consumou sozinha o mistério da Encarnação. Ainda que só o filho assumiu a natureza humana, nem por isso deixa de ser um dos autores deste mesmo mistério. Todas as três pessoas da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo são participantes na autoria deste mistério.

Em geral, devemos ter como norma de fé cristã: Tudo o que Deus opera fora de si nas criaturas é obra comum das três Pessoas. Uma não opera mais do que a outra, nem uma sem a outra.


A única coisa que não pode ser comum a todas as pessoas é o modo de proceder uma da outra. Com efeito, só o filho é gerado pelo Pai; o Espírito procede do Pai e do Filho.


Tudo porém o que operam para fora é obra comum das três pessoas, sem diferença alguma. A esta espécie de operação pertence a Encarnação do Filho de Deus.


Apesar disso, a Sagrada Escritura, costuma dar coisas que são comuns das três Pessoas, atribuir umas a esta pessoa, e outras aquela, como por exemplo ao Pai o supremo poder sobre todas as coisas, ao Filho a sabedoria, e ao amor ao Espírito Santo.


Como o mistério da Encarnação de Deus nos revela a singular e imensa benignidade de Deus para conosco, é por este motivo que, de modo particular, atribuímos esta operação ao Espírito Santo.


(Fonte: Catecismo da Igreja Católica - Ed. Vozes - 1962)

3 comentários:

Rick disse...

Denuncia.

http://ilhacancaonovadafantasia.blogspot.com/

um abraço.

Ir. Pedro da Encarnação de Cristo disse...

Ok, estou analisando.

Abraços.

Ir. Pedro da Encarnação de Cristo disse...

É, realmente confesso que desconhecia o fato.