
Após a publicação de um documento, autorizando que os padres da Igreja voltassem a celebrar a missa no rito tradicional sem haver a necessidade de uma jurisdição episcopal, o Papa Bento XVI veio publicar um novo documento no qual reafirma uma verdade que a Igreja sempre afirmou ao mundo: que a Igreja Católica é a única Igreja de Cristo, seu fundador. Tal publicação gerou polêmica e reações contrárias de outras denominações ditas cristãs. Com certeza não se esperava elogios e nem aplausos sobre este documento, mas a medida com que foram proferidas as manifestações contra a Esposa de Cristo, demonstram a grande hostilidade do mundo atual as verdades da fé cristã. Desde sua origem a Igreja de Cristo sofreu ataques, tanto de inimigos externos quantos de inimigos que surgiram em grande maioria no seio da própria Igreja. Uma das primeiras heresias a ser enfrentada, foi nomeada de heresia dos judaizantes, composta de judeus convertidos ao cristianismo, no qual queriam impor a doutrina mosaica da circuncisão aos pagãos recém-convertidos. No primeiro concílio ecumênico da Igreja (concílio de Jerusalém por volta do ano 48 d.C. – At 15,5s; Gl 2,1s) fora estabelecido o fim da circuncisão, sendo considerada desnecessária para a salvação dos gentios que abraçaram a fé cristã. Percorrendo os séculos de história do cristianismo verifica-se, o surgimento de muitas outras heresias desde a era apostólica até os dias atuais. Outras heresias surgiram para “chacoalhar” as estruturas dos muros da Igreja, como fora à heresia do Arianismo (século IV) que negava a divindade de Cristo. Outra grande heresia que desafiou a fidelidade da Esposa de Cristo fora à heresia da iconoclastia que surgira de uma má interpretação dos dez mandamentos sobre o culto das imagens (ressuscitada pelas mãos de Lutero no século XVI). Tal heresia que surgira nos séculos VIII e IX foi de grande importância para a Igreja Ortodoxa que enfrentou fie
lmente este grande mal. Um grande evento fora realizado na Igreja no século XIII, quando a Igreja enfrentava uma crise de relações políticas e religiosas com o rei da França Felipe o belo. Tal evento seria o lançamento de dois grandes documentos da Igreja promulgado pelo papa Bonifácio VIII, no jubileu do ano 1300, estes dois documentos eram o Clericis laicos e a grande bula papal Unam sanctam. O documento da bula Unam Sanctam diz que fora da Igreja não há salvação, exceto casos em particular de lugares onde a fé não teria sido ainda pregada, onde o indivíduo teria uma graça especial, caso em sua vida tivesse sido fiel a lei natural imposta pelo criador ao corações dos homens, leis estas que estão presentes na maioria das religiões (exemplo: não matar, não roubar, não cometer adultério, etc.). O papa compara a Igreja como a arca de Noé, no qual, somente se salvaram do grande dilúvio os que estavam na arca.

Séculos mais tarde após outras heresias enfrentadas pela Igreja, guardiã e depósito da fé, surge a “reforma” protestante. Liderada por Martinho Lutero que considerava “venda de indulgências” o fato dos fiéis depositarem donativos para financiar as reformas da basílica de São Pedro em Roma, de forma que, ao realizar este ato de esmola era concedido indulgências de acord
o com as normas prescrita para a concessão. Diferentemente do que muitos livros de história divulga ser a indulgência, esta não se trata de perdão dos pecados mas sim das penas temporais prevista a quem os cometem. As penas temporais, como a doutrina da Igreja descreve, trata-se de uma condenação imposta pelo pecado venial (no caso do pecado mortal a pena concedida é a morte eterna, somente com a confissão são redimidos a pena mortal e a culpa). As penas temporais podem ser eliminadas ou liquidadas através de orações, jejuns e abstinências, esmola (caridade) ou pela concessão da própria Igreja que em ocasiões especiais (romarias, visita a cemitérios e Igrejas, Jubileu, etc.) concede a remissão das penas das almas em alto estado de graça.

A pseudo-reforma protestante surgira em uma época que já se encontrava hostil ao cristianismo (humanismo versus teocentrismo) e práticas medievais da Igreja naquele período. Por isso o grande êxito alcançado por esta revolta contra a hierarquia e as instituições da Igreja. Um exemplo da hostilidade seria o fato do nascimento da burguesia que necessitava crescer através do lucro, lembrando que a Igreja católica desde tempos remotos condenava o lucro considerando-o como pecado de usura, daí o apoio em massa da burguesia ao movimento protestante. Muitos príncipes e reis não aceitava que grandes porções de terra pertencia a Igreja (porções esta que a Igreja
ganhava como doações e com o tempo forma se acumulando) em seu território e muitos uniram-se com os protestantes contra a supremacia da Igreja. Um exemplo mais do que clássico fora a do rei da Inglaterra Henrique VIII que para poder se casar novamente, contrariando um mandamento de Cristo e da Igreja fundou sua própria Igreja (Henrique VIII teve seis). Para combater a “reforma” protestante a Igreja se reuniu num dos maiores concílios de sua história, o Concílio de Trento no século XVI. Neste concílio a Igreja condenou firmemente o movimento protestante e estabeleceu reformas profundas dentro da própria instituição. Uma destas reformas fora a criação dos seminários para que os padres fossem melhores preparados para exercer o ofício de sacerdotes. Uma das mais distorcidas medidas tomadas pela Igreja para combater tal mal fora a retomada do tribunal do santo ofício que encarregava de condenar os hereges e seus ensinamentos contrários a fé.

Vendo a trajetória da Igreja ao longo destes dois mil anos de cristianismo é notável observar que ela sempre foi alvo de ataques internos e externos, lembrando que também não tratamos da perseguição religiosa imposta pela revolução francesa, revolução comunista e a revolução cultural do século XX. Não é de se estranhar num mundo extremamente hostil ao cristianismo e as verdades de fé cristã se oponha as declarações da esposa de Cristo. O movimento protestante continua nos nossos dias e arrasta muitos fiéis a perderem a alma com doutrinas humanas contrárias aos ensinamentos de Cristo confiado a sua Igreja. Hoje é extremamente assustador o número de denominações ditas cristãs, existentes e que são fundadas a todo ano. Existe os mais variados gostos de seitas, desde
as que se demonstram extremistas até as mais liberais que exaltam os extintos e a sensualidade. Muitos se posicionaram contra a medida do papa, por ser firmemente contra a Igreja Católica, enquanto outros dentro da própria igreja (muitos desinformado e desinteressados de conhecer a doutrina de sua própria religião) se posicionaram contra por levar em conta o aspecto emocional e não o racional. É muito claro que na atualidade os homens em sua grande maioria preferiram adorar a um “deus falso” moldado de acordo com seus interesses, criando religiões que estejam mais de acordo com seus desejos, do que o trabalho de defender a verdade que somente podem ser tomadas pelos verdadeiros fiéis que não deixa levar pelo sabor do egoísmo humano.

(Clique aqui para ver o documento: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20070629_responsa-quaestiones_po.html)
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