domingo, 3 de fevereiro de 2008

Postagem especial de Carnaval: Degradação moral



As comemorações do carnaval, que deveriam se iniciar hoje, já estão presentes desde a folia de reis até os dias atuais. Os festejos carnavalescos são tão ousados que chegam a invadir a quaresma cristã, desrespeitando um tempo sagrado de reflexão e de purificação ao qual, nos convida a Santa Igreja. O carnaval que tem sua origem ainda questionada chama à atenção devido a grande quantidade de pornografia e imoralidade que é aprovada inclusive por uma grande parcela da população brasileira. Os bailes promíscuos e bacanais que agitam esse período é motivo de escândalo e horror da população de bem deste país.




Desde sua origem na Roma pagã, (antes do cristianismo que civilizou a Europa) o carnaval já era uma festa de orgias e promiscuidades. Festejos eram oferecidos em honra da divindade pagã Saturno. Estes festejos eram conhecidos com o nome de Saturnálias. Se estendiam de Dezembro até meados de fevereiro. O Carnaval acredita-se que tenha sua origem muito mais antiga, no Egito Antigo, com os festejos do Deus Osíris. Com o decreto de Milão em que Constantino obrigava todo cidadão do Império Romano a se tornar católico, muitos continuaram com as práticas do carnaval, mesmo sobre a condenação da Igreja que não conseguiu impedir que esta festividade sobrevivesse até os dias atuais.

Por mais incrível que pareça, verificando na internet pode-se encontrar diversos sites em que muitos adeptos do paganismo antigo, celebram ainda estes festejos. Mesmo após o avanço promovido pelo cristianismo na sociedade, muitos ainda conservam estas práticas pagãs ultrapassadas.




Atualmente a pornografia no qual a sociedade brasileira é inserida é de causar horror as almas puras e que buscam uma vida coerente e sadia. O mundo aplaude o espetáculo do brilho das fantasias e dos carros alegóricos, que mais parece omitir e a esconder o caos em que vive nosso país na decadência moral e ética. A falta de respeito a vida é um escândalo visível por todos. Os hospitais estão entregue às baratas e sem assistência decente aos nossos semelhantes. Os morros e favelas escondem um cenário triste da destruição familiar causada pelas drogas lícitas e ilícitas. O Tráfico de drogas aterroriza a população e impõe sua lei sob a negligência do Estado. Nas escolas faltam professores e vagas. Pais disputam pela madrugada vagas para seus filhos.




Um contraste visível entre o luxo dos carros alegóricos e a miséria das favelas. A mídia transforma o espetáculo em o "maior do mundo". Enquanto isso a quantidade de mortos pelas estradas e pelas ruas que são vítimas da violência são abafadas ao som das baterias de escola de samba e de blocos de carnavais.




Uma festa de caráter extremamente pornográfico a ponto de o ministério da saúde ter que divulgar o uso de preservativos nos meios de comunicação. Uma afronta a família que é a base da sociedade. Os pais iniciam cedo a sexualidade de seus filhos expondo-os desde pequenos a essas abominações vistas em qualquer bloco ou escola de samba. O que chamamos de no mínimo uma irresponsabilidade e falta de bom senso.




Esperamos que o caro leitor entenda algo que falta na cabeça de muitos brasileiros: "Bom senso!". Devemos acabar com a cultura da morte e da autodestruição que ganha terreno na sociedade ocidental. Busquemos nos abster destas festas que fazem a economia perder bilhões por dias parados apenas para festejar a promiscuidade e o bacanal. Que Deus Nosso Senhor salve o Brasil!

Domingo da Qüinquagésima: "Jesus disse: Vê; a tua fé te salvou."(Ev.)





A Igreja estuda com particular diligência, nas três semanas da septuagésima, as grandes figuras de Adão, Noé e Abraão, que respectivamente apelida: Pai do gênero humano; pai de numerosa descendência; e pai dos crentes. Já estudamos nos domingos da Septuagésima e da Sexagésima os dois primeiros. Vamos estudar hoje Abraão. Na liturgia Ambrosiana o Domingo da Paixão era chamado de o "Domingo de Abraão" e lia-se nos ofícios o responsório de Abraão. Na liturgia romana o evangelho deste domingo é consagrado ainda ao grande Patriarca. Mas depois, quando se juntou a Quaresma o tempo da Septuagésima, reservou-se o Domingo da Qüinquagésima para o Patriarca.





Querendo Deus criar um povo para si e preservá-lo do contágio da idolatria, deu-lhe um chefe que o governasse, a quem chamou Abraão, que quer dizer: pai de muitos povos. Retirou-o de Ur, cidade da Caldeia, e conduziu-lhe para a terra que prometera e guardou-o em todos os seus caminhos. Foi pela fé, diz a Epístola aos Hebreus, que Abraão obedeceu cheio de fé sem saber para onde ia. Foi pela sua fé que chegou a Canaã onde viveu 25 anos como estrangeiro. Foi pela sua fé que já na velhice se tornou pai de Isaac e que não duvidou, à voz de Deus, sacrificá-lo, não a promessa divina de uma posterioridade numerosa. Bem sabia que o Patriarca que Deus era poderoso para ressuscitar seu filho de entre os mortos. E por esse motivo o recuperou, isto em figura. De fato, Isaac, escolhido para ser gloriosa vítima de seu pai, foi uma figura de Jesus Cristo. Assim como ele levou nas costas o instrumento do sacrifício e foi arrancado miraculosamente das garras da morte. Foi assim que Abraão, com a sua fé, acreditando sem hesitar na palavra de Deus, contemplou de longe o triunfo do Senhor na Cruz e alegrou-se. E foi então que Deus lhe confirmou a promessa: "Porque não recusaste sacrificar teu filho único, abençoar-te-ei e dar-te-ei uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu e como as areias das praias". Esta promessa realizou-as em Jesus Cristo através de sua Paixão e Morte. Jesus Cristo resgatou-nos, diz São Paulo, e deixou-se morrer na Cruz, a fim de que a benção de Abraão fosse comunicada por ele aos gentios e recebêssemos pela fé a promessa do Espírito Santo, quer dizer o espírito de adoção que nos fora prometido. E é por isso que a oração da 5ª leitura do Sábado Santo nos diz que Deus "Pai soberano dos crentes, derrubando abundantemente sobre a Terra a graça da adoção, multiplica os filhos da promessa e pelo mistério pascal constitui Abraão, seu servo, pai de todos os povos. É com efeito pelo batismo (que outrora ministrava na Páscoa e em Pentecostes) que nos tornamos filhos de Abraão e entramos na herança que Deus prometeu a nossos pais e que a Igreja, simboliza pela terra prometida".





A fé em Jesus Cristo, que mereceu a Abraão a prerrogativa de pai dos crentes e nos dá a faculdade de nos tornarmos seus filhos, constitui o tema do evangelho de hoje. Jesus Cristo anuncia a sua Paixão e o triunfo curando um cego dizendo: "A tua fé te salvou". Este cego recobrou a vista, diz São Gregório, na presença dos Apóstolos. E isto foi para confirmar a fé dos que ainda não podiam suportar toda a luz do mistério celeste. Porque era necessário que, vendo-o mais tarde morrer pelo modo que lhes predissera, não duvidassem de que havia de ressuscitar também. A Epístola por seu lado põe por evidência a fé de Abraão. E não é como filhos carnais de Abraão que nos havemos de salvar, mas como filhos de uma fé semelhante a de Abraão. Em Jesus Cristo, diz São Paulo, nem a circuncisão (os judeus), nem ainda a incircuncisão (os gentios) valem nada, mas a fé que opera na caridade. "Andai no amor, continua o Apóstolo, naquele amor de que nos amou Cristo". Neste domingo e nos dois dias seguintes costuma fazer-se uma adoração solene do SS, Sacramento, denominada, adoração das 40 horas, pelos excessos cometidos nestes dias devido a festa do Carnaval. Foi instituída por Santo Afonso Maria Zacarias (+1539) e enriquecida com numerosas indulgências por Clemente XIII.





Evangelho de Domingo:





Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas:



Naquele Tempo: Jesus tomou à parte os Doze e disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém. Tudo o que foi escrito pelos profetas a respeito do Filho do Homem será cumprido.
Ele será entregue aos pagãos. Hão de escarnecer dele, ultrajá-lo, desprezá-lo;
bater-lhe-ão com varas e o farão morrer; e ao terceiro dia ressurgirá.
Mas eles nada disto compreendiam, e estas palavras eram-lhes um enigma cujo sentido não podiam entender.
Ao aproximar-se Jesus de Jericó, estava um cego sentado à beira do caminho, pedindo esmolas.
Ouvindo o ruído da multidão que passava, perguntou o que havia.
Responderam-lhe: É Jesus de Nazaré, que passa.
Ele então exclamou: Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!
Os que vinham na frente repreendiam-no rudemente para que se calasse. Mas ele gritava ainda mais forte: Filho de Davi, tem piedade de mim!
Jesus parou e mandou que lho trouxessem. Chegando ele perto, perguntou-lhe:
Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor, que eu veja.
Jesus lhe disse: Vê! Tua fé te salvou.
E imediatamente ficou vendo e seguia a Jesus, glorificando a Deus. Presenciando isto, todo o povo deu glória a Deus.



Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Novena de Nosso Senhor da Boa Morte - Tríduo (7º dia)


Nos aproximando da Quarta-feira de Cinzas nossas orações tomam agora um ritmo mais elevado e mais freqüente. Vamos dedicar estes três dias de orações em desagravo das ofensas cometidas a Deus nestes dias em que ocorre o Carnaval. Uma festa que apesar de suas características culturais e folclóricas importantes para a cultura, tem uma grande exaltação das orgias e imoralidades.

Evitemos estes lugares que apresentam festas imundas e nos recolhamos para elevar a Deus preces pedindo o perdão, para que a ira de Deus não caia sobre os habitantes da terra. Peçamos a conversão dos que vivem em pecado e em heresia. Façamos da cruz nossa bandeira em busca da verdadeira felicidade que está no céu.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

02 DE FEVEREIRO, FESTA DA PURIFICAÇÃO DE NOSSA SENHORA E APRESENTAÇÃO DO SENHOR NO TEMPLO








A festa de hoje celebra ao mesmo tempo a apresentação do Senhor no templo de Jerusalém como também a Purificação de Nossa Senhora, quarenta dias depois do Natal do Senhor. Pretende-se pois, pelo duplo objetivo que encerra os mistérios da Epifania e do Natal, de que ainda se sente alegria envolvente. É uma festa de luz e por duplo motivo: Primeiro pela profecia do velho Simeão, que ao receber no templo o Salvador o "saudou como a luz que vinha iluminar os povos", e em segundo lugar porque é a festa das candeias. A procissão das velas, suprimida noutras festas da Virgem, conservou-se nesta para evocar a manifestação de Cristo, Luz do Mundo. Os cânticos da procissão da missa celebram a apresentação do Senhor no Templo. É o tema que domina a festa sem excluir no entanto o pensamento da Senhora, que surge e se mistura por toda a parte. Esta é das mais antigas se não for realmente a mais antiga festa mariana.



Evangelho do Dia:



Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo:
Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor,
conforme o que está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor (Ex 13,2);
e para oferecerem o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos.
Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.
Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor.
Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei,
tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos:
Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra.
Porque os meus olhos viram a vossa salvação
que preparastes diante de todos os povos,
como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Novena de Nosso Senhor da Boa Morte (6º dia)


Hoje vamos dirigir nossas preces pela conversão dos pecadores, hereges e infiéis. Voltemos nossos olhares para o Cristo crucificado que ao ser levantado na cruz atraiu tudo e todos para si. Peçamos a Nosso Senhor a conversão dos pecadores, não se esquecendo jamais de que nós também o somos, e peçamos também as virtudes da integridade e o dom da fortaleza.

Peçamos a conversão dos hereges que se afastaram da verdade e estão nas trevas do erro promovida por falsos pastores. E de modo particular peçamos a misericórdia de Deus para os que ainda não encontraram a verdadeira fé em Cristo Jesus e que estão nas trevas do paganismo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Teologia Ascética e Mística: Da parte de Deus na vida Cristã






Deus opera em nós, que por Si mesmo, quer pelo Verbo Encarnado, quer por intermédio da Santíssima Virgem, dos Anjos e dos Santos.






Da Participação da Santíssima Trindade






O primeiro princípio, a causa eficiente principal e a causa exemplar da vida sobrenatural em nós é a Santíssima Trindade, ou, por apropriação, o Espírito Santo. E, com efeito, conquanto a vida da graça seja obra comum das três pessoas, por ser uma obra ad extra, atribui-se contudo especialmente ao Espírito Santo, por ser uma obra de amor.






Ora a Santíssima Trindade contribui para a nossa santificação de duas maneiras: vem habitar a nossa alma, e produz nela um organismo sobrenatural, que, sobrenaturalizado esta alma, lhe permite fazer atos deiformes.






Sendo como é a vida cristã uma participação da própria vida de Deus, é evidente que só Ele no-la pode conferir. Fá-lo, vindo habitar em nossas e dando-se-nos todo, para nós podermos cumprir os nossos deveres para com Ele, gozar da sua presença e deixar-nos conduzir por Ele com docilidade, a fim de alcançarmos as disposições e virtudes de Jesus Cristo; é o que os teólogos chamam a graça incriada. Veremos, pois, 1º como as três divinas pessoas vivem em nós; 2º como nos devemos portar a seu respeito.






Deus, ensina Santo Tomás de Aquino, está naturalmente nas criaturas de três maneiras diferentes: por potência, neste sentido que as criaturas estão sujeitas ao seu império; por presença, em quanto vê tudo, até os mais secretos pensamentos da nossa alma, "ominia nuda et aperta sunt oculis eius"; por essência, porquanto opera em toda a parte, e em toda a parte é a plenitude do ser e a causa primeira de tudo quanto há de real nas criaturas, comunicando-lhes sem cessar não somente o movimento e a vida, senão também o mesmo ser: "in ipso enim vivimus movemur et sumus"(Ato 17, 28).






Mas a sua presença em nós pela graça é duma ordem muito superior a mais infinita. Não é somente a presença do Criador e do Conservador que sustenta os seres que criou; é a presença da Santíssima e Adorabilíssima Trindade que a fé nos revela: o Pai vem em nós e em nós continua a gerar o Verbo; com Ele recebemos o Filho, perfeitamente igual ao Pai, imagem sua viva e substancial, que não cessa de amar infinitamente a seu Pai como é dele amado; deste amor recíproco procede o Espírito Santo, pessoa igual ao Pai e ao Filho, laço mútuo entre eles ambos, e contudo distinto dum e doutro. Que de maravilhas se não renovam numa alma em estado de graça!






O que caracteriza esta presença, é que Deus não somente está em nós, senão que se nos dá, para dele podermos gozar. Conforme a linguagem dos nossos livros Santos, podemos dizer que, pela graça, Deus se nos dá, como pai, como amigo, como colaborador, como santificador, e que assim é verdadeiramente o próprio princípio da nossa vida interior, sua causa eficiente e exemplar.


(Fonte: Compêndio de Teologia Ascética e Mística - Ed. Apostolado da Imprensa - 1961 - 6ª edição)

Novena de Nosso Senhor da Boa Morte (5º dia)


Hoje o quinto dia da novena, vamos elevar nossos olhares aos fiéis defuntos. Vamos rogar a Deus Nosso Senhor pelas almas benditas que padeceram em estado de graça, mas que estão pagando pelas suas faltas veniais. Que Deus tenha misericórdia e venha em socorro destas piedosas almas que estão nos tormentos temporários do purgatório.

Devemos sempre fazer orações em sufrágio das almas do fiéis que já falecerem. Ensinar estas práticas aos nossos filhos e netos também deve ser um dos nossos compromissos de fé. Trata-se de um verdadeiro desafio, ensinar os nossos sucessores as riquezas da fé. Muitos pais deixam de lado este ofício achando que a fé só deve ser transmitida pela Igreja. Estão errados quando tratam das coisas de Deus desta maneira. Se a fé não começa dentro de casa não é na rua que ele vai começar. Transformemos pois, nossa casa numa casa de oração!