quinta-feira, 5 de abril de 2007

QUINTA-FEIRA SANTA: MISSA DO CRISMA E INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA


Nesta Quinta-feira santa a Igreja convida aos fiéis a celebração da missa do Crisma onde celebramos também a instituição do sacerdócio cristão e também a benção dos Santos Óleos que serão utilizados nos sacramentos da Igreja durante o ano. A Igreja recorda que ao instituir a santa missa, ou seja, o sacramento da eucaristia, cristo também institui o sacerdócio da nova aliança. O sacramento do corpo e sangue de Cristo que nos recordamos sua origem hoje terá após a festa de Pentecostes uma festa ainda maior que o luto e a penitência da Quaresma não o permite neste momento.A Celebração da Quinta-feira da paixão é o início do sagrado tríduo que é considerado pela Igreja o centro do ano litúrgico, nestes dias vivemos os últimos dias da vida de Nosso Senhor na terra e o início de um novo período na terra, pois é na morte de Cristo no calvário que se inaugura a nova aliança entre Deus e os homens. Ao entardecer nos recordamos na missa do lava-pés a última ceia e o momento em que Cristo é abandonado por seus discípulos. Nesse dia há dois mil anos atrás Cristo observava esta mesma lua cheia quando foi abandonado e agonizante pelo sofrimento que iria passar e toda a humanidade corrompida pelo pecado. Próximo da meia-noite, o Jesus foi preso e traído por Judas, um de seus discípulos.A Igreja nos faz recordar destes momento dolorosos da vida do Divino Senhor na Missa do Lava-pés com a retirada do Santíssimo da Igreja recordando a retirada de Jesus do local da instituição da Eucaristia para o monte das Oliveiras onde orou e suou sangue. Recordemos deste tão doloroso momento da vida de Nosso Senhor Indo a Missa e fazendo o Jejum obrigatório a todos os católicos que se sentem convidados a se unir a Cristo que neste momento esteve só e abandonado pelos seus.

sábado, 31 de março de 2007

SOLENIDADE DO DOMINGO DE RAMOS (Início da Grande Semana)




É o Domingo que precede à festa da Páscoa e dá início à Semana Santa. Antes da missa principal se realiza a benção dos Ramos com a procissão. Desta benção e desta procissão, já encontramos vestígios claros no século no século V. Se deveras queremos compreender a liturgia deste domingo, cumpre colocarmo-nos bem no meio do cenário onde vai se desenrolar o doloroso drama, e para para que possamos atingir esse objetivo, útil será recordarmos os acontecimentos dos últimos dias de vida do Divino Salvador na terra.Jesus, à frente de uma romaria, vai de Jericó a Betânia, onde os hospedam com seus amigos Lázaro, Maria e Marta, que para o homenagearem dão um banquete. É nessa ocasião que Maria unge com perfume a cabeça de Jesus. Indignado com o "desperdício" Judas rompe com seu Mestre. Muita gente vai a Betânia para ver Jesus e Lázaro, que fora ressuscitado. Com esta mesma multidão Jesus, no dia seguinte, parte em direção a Jerusalém, passando pelo Monte das Oliveiras. Festiva é sua entrada, como narra o Evangelho. O povo aclama o Messias e honras dignas de um Rei são-lhe tributadas, enquanto os fariseus, cada vez mais se enraivecem. Comtemplando a cidade, Jesus chora, lastimando-lhe a infelicidade e a sorte triste que a espera. Entra solenemente no templo, mas nesta mesma tarde volta para Betânia.Em Jerusalém, no IV século, lia-se neste Domingo e no lugar do acontecimento a perícopa do Evangelho que refere a entrada apoteótica de Jesus na Cidade Santa, acalmado pelas turbas como Rei de Israel. Depois um bispo montado num jumento, ia ao monte das oliveiras e à Igreja da Ressurreição, acompanhado pelo povo com palmas nas mãos, aos cantos de hinos e antífonas. A Igreja de Roam adotou este costume por volta do século IX e juntou-lhe a benção de ramos. Nas vésperas da semana santa vemos que a Fé resistiu a passagem das correntes filosóficas e das heresias que tentaram retirar o caráter divino de Cristo e destruir sua Igreja. Aproveitando que muitos dos cristão católicos por desconhecerem os fundamentos de sua própria fé, se deixaram levar pelos erros e pelos caminhos tortuosos da heresia. Nós como cristão devemos nos aprofundar melhor na fé e buscar com o coração as virtudes que Cristo nos convida a utilizar em favor de toda o Igreja. A fé é vista pelos racionalistas ateus como algo meramente mitológico e irracional fruto do sentimentalismo humano, sendo que sabemos que isso não é verdade. Ha ainda uma ignorância muito grande em relação aos fundamentos e bases do catolicismo, que justamente aqueles que tentam desestruturar, desconhecem. A mídia é uma grande divulgadora destas correntes de pensadores que desconhecem até o que procuram destruir. Busquemos no fundamentar e conhecer melhor a fé que professamos e rezemos para este mundo que mesmo depois de dois mil anos da paixão e morte do divino salvador ainda está mergulhado nas trevas e a fechar seus olhos para as verdades que cristo nos veio revelar.

domingo, 25 de março de 2007

V Domingo da Quaresma - I Dom da Paixão




Hoje a Igreja celebra o dia do Senhor com a liturgia do V domingo da quaresma que é conhecido na liturgia tradicional como o I domingo da Paixão de Nosso Senhor. Faltando apenas duas semanas para a Páscoa a Igreja convida aos fiéis a refletirem sobre o mistério da Cruz.
O V domingo da quaresma que segue o domingo laetare é um domingo de maior recolhimento de maior centralização de nossos corações ao mistério da Cruz do redentor. Neste domingo em especial se cobre as imagens dos santos e os crucifixos com panos de cores sombrias (roxo ou preto), já que ao nos aproximarmos da semana santa, a paixão de Cristo exerce um eclipse sobre a devoção dos santos que devem ser esquecidas temporariamente para darmos a atenção ao sofrimento e a dor do santo dos santos que se aproxima. Também seria neste momento da quaresma que a penitência torna-se mais intensa e as orações se multiplicam em reparação pelos pecados cometidos pela humanidade. Celebremos este domingo lembrando que se aproxima a imolação do cordeiro imaculado que irá expiar os pecados da humanidade. Entreguemos nossos corações a meditação dos mistérios da paixão e morte do Senhor, para assim com ele morrendo para o mundo, as trevas e o pecado, um dia ressuscitaremos com ele para a vida eterna.

sábado, 10 de março de 2007

Em tempos de Crise.




Em meio a crise do mundo ocidental, que muitos insistem em dizer que não existe, uma pergunta que ronda os corações dos cristãos seria, qual sua a postura ou posição em relação aos fatos que estão apontando para um futuro incerto e sombrio. Vemos todos os dias notícias referentes ao aquecimento global que trará mudanças climáticas catastróficas e irreversíveis para a humanidade em todo o planeta, mas não paramos para pensar que tal aquecimento global é causado pelo estilo de vida que incorporamos ao nosso modo de viver desde o início do século. O apelo ao consumismo pelo consumismo em uma vida enraizada pelo materialismo do capitalismo moderno, e pelo egoísmo humano nele incorporado, veio trazer uma forma nociva de comportamento e de vida que não só tem causado sérios danos ao meio ambiente mas sobretudo a convivência e a ordem nas sociedades.
Uma grande crise sofre o mundo ocidental que perdeu um dos seus grandes alicerces, o Cristianismo. Essa crise verifica-se nas famílias desestruturadas na delinqüência juvenil que cada vez mais cedo tem levado a criminalidade jovens e adolescentes. Essa crise pode ser vista no clero da Igreja que tem sido notícias infelizes de escândalo sexuais envolvendo torpes casos de homossexualismo e pedofilia. Sendo que a crise do clero é vista também sobre o "novo modo de cristianismo" que é a apresentado com influencias do marxismo e até do protestantismo pentecostal. A crise é ainda visível quando vemos jovens e adolescentes entregues as drogas e a prostituição, e muita das vezes entram nesse mundo através da influência da mídia que usa da sensualidade para obter audiência e assim ganhar dinheiro através das mazelas da sociedade. Observamos a crise quando vemos as inúmeras seitas religiosas que pregam um "cristianismo a seu estilo", que invadem cada vez mais nossa sociedade com suas doutrinas permissivas e fruto do "materialismo religioso" onde Deus é obrigado a atender os seres humanos em suas egoístas necessidades materiais.
Poderia citar inúmeros casos que demonstram que o mundo de hoje está doente e que precisa urgente de ajuda, mas cabe ao nosso leitor olhar em volta e observar que tais citações não estão nem um pouco longe, e que não são nem um pouco exageradas. Sabemos que quem defende as questões ecológicas são merecedores de ganhar destaques e elogios, mas os que defendem a moral e os bons costumes geralmente são chamados de hipócritas e excêntricos. Esses esquecem de que se o meio ambiente está sendo afetado isso se deve ao fato de vivermos num mundo sem moral e sem valores éticos que façam com que os homens tenham o mínimo de bom senso para manter a ordem e a convivência saudável na nossa sociedade.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

A Quarta-feira de Cinzas e a Quaresma




O início da Quaresma é marcado com a celebração da quarta-feira de cinzas que abre este grande tempo litúrgico com um convite a penitência e a uma reflexão sobre nossas vidas e sobre as falsas alegrias deste mundo. O início da quaresma era celebrado na estação de Santa Sabina, no Aventino, no santuário que erguera em 425 no mesmo local onde essa grande santa foi martirizada. Para humilhar nosso orgulho e nos recordar a sentença de morte que havemos de sofrer em conseqüência do pecado, a Igreja nos coloca cinzas na cabeça, ao mesmo tempo que nos diz:"Lembra-te que és pó e ao pó hás de tornar".
Esses símbolos são resquícios de uma antiga cerimonia de que nos fala o pontifical. Com efeito antigamente, os fiéis que tinham cometidos faltas graves, de notoriedade pública, deviam submeter-se à penitência pública. Na quarta-feira de cinzas o pontífice benzia os cilícios que deviam trazer durante a quaresma; enquanto o coro entoava os salmos penitenciais, eram expulsos do lugar santo. Só na quinta-feira Santa depunham as vestes de penitência e se lhes dava a faculdade de entrar na igreja mediante a absolvição sacramental.
A cerimonia de benção e imposição de cinzas, tal como a conhecemos atualmente, é um vestígio de uma e transposição da antiga penitencia pública, tornando-se oque era apenas aplicado a uma determinada categoria de fiéis hoje sendo extensivo a todos.
A quaresma trata-se de um período de 40 dias de penitência na qual os fiéis se preparam para a grande festa da páscoa, a maior de todas as celebrações cristãs.
A quaresma começa na quarta-feira de cinzas e termina no sábado santo. Os três pilares da quaresma são o jejum, a oração e a esmola, sem esses pilares a quaresma não obtêm seu principal objetivo de conversão e de preparação das almas dos fiéis para a Páscoa. A cor roxa nos lembra a penitência e a abstinência que nos leva ao luto que cada vez se torna mais forte assim que nos aproximamos da Grande Semana, semana esta na qual Nosso Senhor derramou seu sangue.
Celebremos a quaresma preparando nossos espíritos para a maior de todas as celebrações do nosso calendário, o Tríduo Santo.
Um Santa Quaresma a todos!!!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

A origem do Carnaval e sua relação com a Quaresma



Uma festa que antecede a quaresma movimenta grande parte do planeta e em especial o Brasil, é a festa do carnaval. Sua origem ainda é uma incerteza, mas a maioria dos historiadores atribuem as festas dos gregos e romanos que comemoravam sua colheita, estas festas eram chamadas de saturnais a 17 de Dezembro e Lupercais a 15 de Fevereiro.
O carnaval quando passou pelo cristianismo passou por grandes mudanças, a festa começava após a Epifania e terminava na Quarta-feira de cinzas nas vésperas da Quaresma. A quaresma era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne nada vale" dando origem ao termo carnaval.
No carnaval havia uma grande concentração de festejos populares nas cidades cada povo com seu estilo de comemoração. O carnaval como conhecemos, com fantasias e desfiles, é produto de da sociedade vitoriana do século XIX. As cidades de Paris e Veneza foram os grandes modelos exportadores das festividades carnavalescas no mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Rio de Janeiro se inspiraram no carnaval francês para implantar suas festas.
Para muitos pesquisadores a festa do carnaval tem suas origens no bacanais e festejos de Roma, alguns historiadores chegam a associar as festividades carnavalescas com as festas do Egito dedicadas a deusa Ísis ou ao Deus Osíris já outros acreditam que a festa se originou com a entrada do calendário cristão.
Em 1091 quando a Igreja definiu definitivamente a data da quaresma, o carnaval nas sociedades ocidentais sofreu profundas modificações com a oposição da Igreja. Apesar de em algumas localidades o carnaval tivesse sido liberado pela Igreja a festa encontrou grande oposição pelos papas, como Inocêncio II.
O carnaval por certo perdeu seu caráter de festividade que antecede a grande penitência da quaresma para se tornar uma festa degradante e imoral. Bebedeiras, orgias e bacanais são comuns nesta festividade que corrompem a sociedade que muitas das vezes esquecem dos seus problemas para apenas desfrutar de um momento de alegria.
Busquemos as verdadeiras alegrias que nos preencham, e que se encontram em Nosso Senhor Jesus Cristo, nesta quaresma que se aproxima.

Uma boa e santa Quaresma a todos!!!

sábado, 17 de fevereiro de 2007

O início da Quaresma


Um grande período se aproxima, um tempo em que os corações se voltam ao divino e ao sagrado e se afasta um pouco das alegrias terrenas, este período chamamos de Quaresma. Antes da Quaresma uma festa de origem ainda incerta precede este grande tempo litúrgico, o Carnaval. O carnaval é uma festa que antecede a quaresma e sua origem ainda é um pouco desconhecida, já que alguns atribuem sua origem ao ciclo litúrgico da Igreja, enquanto outros atribuem a sua origem na antiguidade pagã. Sem muito aprofundar neste tema o Carnaval por si certo já deixou de ser a muito tempo ter ligação com a quaresma, já que como muitas outras festas perderam seu caráter e seu verdadeiro significado. A quaresma é um tempo de preparação para a Grande Semana, neste período as práticas de mortificação e de obras espirituais dão um caráter muito elevado a este grande período litúrgico que foi criado pela Igreja para nos preparar para a Solene Páscoa. A quaresma não tem tempo certo para começar, ela segue a data da páscoa que é uma festa móvel. A Páscoa sempre é escolhida no primeiro domingo domingo da primavera (hemisfério norte), sendo assim arrastando toda as festas e comemorações que a antecede.
Nos preparemos para esse grande período que é a Quaresma com orações e com mortificações, que elevam as almas benditas dos que buscam alcançar o céu. Afastemo-nos das bebedeiras, pornografias e alegrias libertinas promovidas pelo carnaval, que em grande parte ganham força e incentivo da mídia e busquemos alcançar o verdadeiro sentido do nosso batismo que está Naquele que morreu crucificado para nos redimir dos nossos pecados.